sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Maratona

Ruas da Lapa, entrâncias do mijo,
de janeiro a dezembro prosseguir
cantando sambas em rodas de pedras,
feitas de escombros que escondem algébricos
suores. Bambas de segunda-feira
permeiam trovas sem eira nem beira;
freiras da Gomes Freire rezam perto
das bancas de neve, dizendo reto:
“Isso aqui né bagunça não, meu filho!
Segue pela Mem de Sá que eu reflito
se te encontro na esquina da Inválidos –
Riachuelo, onde fazemos pazes
e cortamos linhas de terços brancos,
contas e contas de pai nossos tantos”.


Nenhum comentário:

Postar um comentário